Este fim de semana iniciou-se o beta aberto de Killing Floor 2, e o Meu PS4 já teve as primeiras impressões do que a sequência do famoso mod de Unreal Tournament tem a oferecer. Com dois modos de jogo, nove classes e 14 personagens diferentes, o novo jogo da Tripwire mostra por que é chamado de “nível da matança”.

Com dois dias de testes intensos, foi possível perceber nuances e detalhes do game que podem fazer a diferença no final, entre uma compra certa e uma espera por uma promoção. Confira abaixo nossas impressões.

"Killing Floor" não recebe este nome a toa.
“Killing Floor” não recebe este nome a toa.

1 – Conectividade

O primeiro ponto a ser citado é, talvez, o mais importante em termos de jogos online. E neste caso, Killing Floor 2 não deixa a desejar. O netcode (termo usado para designar a sincronia entre cliente/servidor) funcionou perfeitamente durante o período de testes. E estes foram realizados em um ambiente bastante hostil: internet de 5 Mbps via rádio, TV com Netflix e diversos celulares conectados durante as partidas.

E, mesmo diante deste cenário, não houve um único momento de lag, queda de conexão, na taxa de quadros, ou qualquer problema relacionado a essa questão. E isso mesmo com diversos elementos na tela, e com um ping máximo de (acredite) 88 milissegundos.

Se isso permanecerá no produto final, é uma incógnita. Mas traduz-se em um desejo de basicamente todos os jogadores que experimentaram o beta. Para ilustrar bem este cenário, abaixo segue o vídeo de gameplay da última onda de inimigos, em uma partida online, feita pelo autor deste artigo.

2 – Gráficos

Os gráficos são, por assim dizer, medianos para a atual geração. Nada que chegue a impressionar. Os efeitos de luz e sombra não se destacam tanto quanto poderiam. Mas a paisagem ao fundo dá a sensação da destruição vivenciada durante os acontecimentos do jogo.

Uma das características mais interessantes é que, a medida que os jogadores avançam na rodada, os locais onde as batalhas acontecem vão ficando cada vez mais encharcados de sangue e corpos (que, infelizmente, desaparecem com o tempo). Assim, a sensação de morte permanece com o passar do tempo, e dá aos jogadores um sentimento de que realmente estão progredindo durante as rodadas.

Ah, sim. Os ambientes não são destruíveis.

3 – Jogabilidade

Os controles são extremamente precisos. Mirar e atirar é fluído e natural, bem como executar outros comandos, como correr e trocar de armas. Tiros na cabeça não são um problema, mesmo em inimigos mais rápidos, graças ao “zed time” (uma espécie de bullet time do jogo). Dessa forma, Killing Floor 2 é um jogo extremamente prazeroso de se jogar.

No entanto, alguns pontos não se encaixam. A física das armas, por exemplo. Ela sofrem com uma questão de peso e impacto. Por vezes, uma bala de shotgun na cabeça fez com que o monstro caísse para frente. Além disso, correr com uma pistola 9mm ou com uma escopeta calibre 12, aparentemente, não tem diferença alguma.

Durante o jogo, existem lojas onde é possível comprar armas e reabastecer granadas e a armadura com o dinheiro ganho ao se matar Zeds (os monstros do jogo). A compra pode ser feita entre as ondas de cada rodada. Caso o jogador morra, a arma que comprou será deixada no local de sua morte, e poderá ser pega por qualquer um que esteja na partida.

Além disso, outro elemento que adiciona estratégia aos combates é o peso das armas. Cada arma tem um peso específico, o jogador não pode carregar mais do que um peso pré-determinado de cada classe. Então, deve usar a cabeça na hora de escolher entre uma arma pesada, mas mais letal, ou mais armas, mas que causam menos dano.

Uma pena a diversidade de armas do jogo ser tão pequena.
Uma pena a diversidade de armas do jogo ser tão pequena.

4 – Conteúdo

Pelo que foi vislumbrado, Killing Floor 2 não pode ser considerado um “diferencial”. Claro, tem seu charme de ser um multiplayer onde jogadores (ou jogador – é possível jogar solo) devem trabalhar juntos, para alcançar objetivos, e enfrentar hordas de monstros. Mas essa premissa já foi usada em outros jogos. Assim como as classes disponíveis.

Não apenas classes. Apesar de 19 personagens, os itens de personalização deixam a desejar também.
Não apenas classes. Apesar de 19 personagens, os itens de personalização deixam a desejar também na quantidade. Mas são estilosos.

5 – Trilha Sonora

Essa, sim, um diferencial de peso no game. Composta por bandas como Living Sacrifice, Demon Hunter e Impending Doom, voltado para o estilo Industrial Metal, o casamento entre a trilha sonora e a jogabilidade faz com que pequenos deslizes acima citados possam ser facilmente esquecidos. E um detalhe interessante: ela já está disponível para compra.

Apesar de poucas músicas disponíveis, a sensação de destruir Zeds ao som pesado das guitarras é indescritível. Incontestavelmente, uma das melhores experiências multiplayer já vivenciadas pelo autor do artigo, exatamente pela escolha certeira da trilha sonora.

Acredite. Poucas coisas são tão satisfatórias que enfrentar hordas de monstros ao som pesado de Demon Hunter.
Acredite. Poucas coisas são tão satisfatórias que enfrentar hordas de monstros ao som pesado de Demon Hunter.

6 – Modos de Jogo

Por fim (e, provavelmente, o menos relevante na avaliação geral), os modos de jogo oferecidos. Neste beta, foram dois. Em Sobrevivente, os jogadores (ou jogador) em times enfrentam hordas crescentes de Zeds, em níveis de dificuldades determinados. Ganha-se caso se consiga matar o chefe ao final da última onda. Se todo esquadrão for eliminado, a partida termina.

Neste modo, o trabalho em equipe é essencial para garantir a sobrevivência do grupo, sabendo explorar os pontos fortes e fracos de cada classe. Infelizmente, durante os testes, trabalho em equipe era uma palavra desconhecida de todos os outros jogadores dos times.

Esta tela foi vista muitas e muitas vezes durante os testes.
Esta tela foi vista muitas e muitas vezes durante os testes.

No modo Sobrevivente JxJ, os jogadores se dividem em dois times. Um deles encarna os caçadores de Zeds, enquanto os outros, os próprios monstros, com suas habilidades e deficiências. Similar a Dying Light ou Dead Space 2. Desnecessário e tedioso, vez que toda diversão do modo cooperativo desaparece.

Não. Jogar como Zeds não é nada divertido.
Não. Jogar como Zeds não é nada divertido.

Concluindo…

Apesar de certos problemas, Killing Floor 2 demonstra grande potencial pela capacidade de acertar onde é bom, e de melhorar onde pode, visto que o game está previsto para ser lançado ao final do mês. Com um nível de violência alarmante, certamente atrairá fãs de jogos do gênero, com sua junção impecável de carnificina e trilha sonora alucinantes.

Um jogo para aqueles que tem estômago forte. Onde os fracos, literalmente, não tem vez.

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