[Análise Rápida] Dishonored: Death of the Outsider: Vale a pena?

Dishonored: Death of the Outsider é uma divertida proposta de gameplay.

A saga Dishonored começou na era do PlayStation 3 com o intuito de trazer um novo tipo de stealth. A novidade ficava não só por conta das diversas habilidades à seu dispor, mas na forma de jogar.

Quando você tem à mão diversas possibilidades, o título fica mais prazeroso e divertido. A Arkane Studios quis trazer ao público um jogo em que se pudesse escolher o que fazer, como fazer, e onde fazer. E foi isso que aconteceu.

Após dois títulos, a Bethesda trouxe à vida a DLC Dishonored: Death of the Outsider. Porém, assim como Uncharted: The Lost Legacy, não há necessidade de ter Dishonored 2 para acessá-lo.

Mesmo sendo um conteúdo standalone, Dishonored: Death of the Outsider impressiona pela qualidade e por manter viva a essência da franquia.

O Vazio

A história de Death of the Outsider é focada em Billie Lurk (Megan Foster), uma assassina que teve um passado conturbado com Daud, o assassino da Imperatriz de Dunwall.

Desta vez, os eventos se passam em Karnaca, mesmo cenário presente em Dishonored 2. A cidade causa desconforto em Billie, que começa a ter sonhos estranhos com O Vazio e seu amor, Deidre. Neste lugar encontra-se O Estranho, mais conhecido como o homem de olhos pretos, presente em todos os jogos da série.

Dishonored: Death of the Outsider
Além de legendas em português, o jogo está totalmente dublado. Fonte: PS4 Share

Determinada a encontrar Daud, seu mestre, Billie acaba se infiltrando em uma ceita adoradora do Estranho. Eles se auto nomearam como Os Desolhados, e são capazes de fazerem qualquer coisa pelo homem que se encontra no Vazio.

A partir deste ponto, Billie Lurk tem como objetivo matar O Estranho para trazer uma nova vida às pessoas de Karnaca. Porém, há muito mais segredos escondidos do que ela possa imaginar.

Limites de uma assassina

Como dito na introdução deste review, Death of the Outsider possui a mesma essência que consagrou a saga. Você tem habilidades, uma espada e um pulo duplo. Porém, por ser um jogo menor, há limitações, como por exemplo, na quantidade de poderes existentes e que realmente fazem valer a pena.

Um deles (e o mais útil) é a Semelhança. Com ele você pode pegar um inimigo inconsciente (ou desprevenido) e copiar sua aparência. Isso é muito eficaz quando se quer passar por locais sem arranjar problemas. No entanto, caso alguém veja o corpo original, a habilidade se desfaz automaticamente.

Dishonored: Death of the Outsider
Além de poder matar os inimigos sem ser notado, você pode acessar locais antes inacessíveis caso imite o personagem certo. Fonte: PS4 Share

Foi observando o funcionamento deste tipo de habilidade (semelhança) que passei o jogo pensando: realmente posso jogar de qualquer jeito? O título tem como objetivo permitir que você faça seu próprio caminho, no entanto, a falta de poderes ofensivos chega a frustrar um pouco na hora do combate, que é muito difícil, diga-se de passagem.

E já que tocamos no assunto de dificuldade, é bom enfatizar que os embates são bem complicados no modo Hard. Os inimigos são mais perspicazes, atenciosos e fortes. Bastam dois tiros para você cair no limbo junto com o Estranho.

Para não ser tão ingrato, o jogo também disponibiliza os amuletos de ossos. Eles concedem habilidades passivas ao jogador, sempre melhorando algo muito útil ou só útil. Os amuletos corrompidos são os mais fortes, porém, ao mesmo tempo em que lhe é concedida uma vantagem, uma desvantagem é dada em troca.

Tentando ser estiloso

Uma das coisas que chamou a atenção logo no menu inicial foram as fontes usadas. Eles não seguem um padrão de letra, fazendo com que cada descrição ou parte do menu tenha seu próprio estilo. Isso pode parecer legal na teoria, mas na prática não.

Dishonored: Death of the Outsider
No mercado negro é possível melhorar o personagem, como número de bombas e amuletos de ossos equipáveis. Fonte: PS4 Share

Ao contrário das fontes, as formas de se matar podem ser bem legais e divertidas. Há diversos meios: cortar a cabeça, braço, ao meio. Você escolhe como deseja servir o inimigo no jantar. No entanto, caso você seja o tipo de jogador que não gosta de violência, pode apenas nocautear o inimigo, sem matá-lo. Inclusive há um troféu para este feito.

Não é o fim

Dishonored: Death of the Outsider possui apenas cinco missões. Embora elas sejam curtas e na maioria das vezes, em espaços fechados, o jogo pode proporcionar muitas horas extras de jogatina caso você queira pegar todos os colecionáveis.

Os gráficos seguem a mesma linha dos outros títulos, com um design único que a Arkane Studios concedeu à franquia. Porém, claro, com suas devidas melhorias e algumas inspirações vindas diretamente de Dishonored 2.

Entre erros e acertos, Dishonored: Death of the Outsider consegue encantar os fãs da série, principalmente com Billie Lurk como personagem principal. Além disso, possibilitar o uso de novas habilidades na segunda jogada, aumenta e muito o fator replay, tendo em vista que será uma rodada totalmente diferente da anterior.

Se você é fã e quer saber o que aconteceu com o mundo do Vazio, jogue sem medo. E aproveite, pois o jogo está totalmente em português.

*O jogo foi cedido pela Bethesda para avaliação.