O anúncio de Dark Souls Remastered foi celebrado com entusiasmo pelos fãs da série, afinal o original é um dos mais conceituados da franquia (talvez o mais bem avaliado entre os fãs). Seria uma nova oportunidade para reviver o clássico, desta vez, refinado.

Mas será que todas as melhorias fazem jus a um relançamento? Sim. A remasterização entrega um jogo mais bonito e apurado com ajustes muito interessantes. Além disso, o título continua a ostentar a alcunha de “mais difícil da série”.

“Você morreu”

Dark Souls é alardeado como o mais difícil e carrega a alcunha por merecimento. Comparativamente aos outros, os combates são ainda mais cadenciados, com ataques carregados e esquivas quase que em slow motion e com inimigos que não hesitam em dilacerar os desatentos.

Estas características são os pilares que fundamentam as experiências dos que vivenciaram a experiência no passado. Já para os novatos (como meu caso), um misto de sentimentos de raiva pela dificuldade e orgulho ferido fazem com que o título resplandeça o melhor.

Aula de design

Outro fator que caracteriza o melhor estilo da saga é a interconectividade entre as áreas de diferentes regiões do mapa. É gritante o quão interligadas são as regiões na remasterização, se comparados com os títulos seguintes.

O que Dark Souls entrega melhor que os seus sucessores é o desenho dos níveis. Os caminhos em forma de labirintos, onde você tem a sensação de sempre retornar a um ponto de início é mais intensa neste primeiro. Uma essência que os posteriores acabaram por perder ao longo dos anos.

Os jogadores veteranos terão facilidade ao relembrar os caminhos pois é, basicamente, intuitivo. Mas, os que não estão acostumados ao jogo, ficarão perdidos. São vários caminhos à disposição ao mesmo tempo que é difícil escolher uma para seguir. E ao final escolher, parece que o personagem não é forte o suficiente.

Fonte: captura de tela.

Remasterização com cara de remasterização

Se os níveis e a sensação de perigo iminente ainda continuam como pontos de destaque, o mesmo não pode ser dito dos aspectos visuais. Dark Souls Remastered não é um dos jogos mais bonitos da geração, longe disso.

Algo similar ao que aconteceu com Burnout Paradise Remastered. É bonito, mas o salto de qualidade não chega a ser impressionante como Shadow of the Colossus, por exemplo.

Por outro lado, as melhorias técnicas de desempenho são bem bacanas. Áreas como Blighttown (agora, Cidade das Moléstias) que contava com um desempenho sofrível no original do PS3, está ‘lisinha’ no PS4.

Fonte: captura de tela.

A própria iluminação do jogo foi alterada. Os jogos posteriores, Dark Souls 2 e 3, usavam uma paleta de cores mais sombria se comparados ao primeiro jogo original. Agora, os tons são mais escuros e inserem o clima gore e sombrio das outras produções.

Não é uma remasterização de luxo, mas é um produto de qualidade que os jogadores poderão aproveitar sem preocupações de empecilhos técnicos ou texturas mal realizadas.

Prepare-se para morrer

Dark Souls Remastered não apresenta conteúdos inéditos, não possui novos chefões, além do DLC Artorias of the Abyss. É um título remasterizado para o PlayStation 4 e, mesmo assim, possui a essência que o consagrou e o definiu como o expoente do gênero.

Um título que resgatará as boas (ou frustrantes) memórias dos jogadores mais veteranos, e apresentará um mundo cruel, bruto e desafiador para os novatos. De um lado ou de outro, a opinião será a mesma: Dark Souls é o melhor de toda a franquia Souls. Suas características de desafio, conexão entre as áreas, boss fight, denotam o melhor que a From Software tem em seu catálogo.

O jogo é Recomendado por oferecer um mundo único e de alto nível. É claro que o valor de mercado – atualmente em R$ 160 – não é o que se espera de um relançamento. Portanto, vale aquela dica especial: se você já jogou o original, talvez seja melhor esperar por uma promoção. Já os que não conhecem, certamente vale a experiência.

Avaliação
Geral
8.5