DOOM VFR: Vale a Pena?

Aguardado shooter da Bethesda faz jus ao hype? 

DOOM VFR é um dos lançamentos de mais nome do PlayStation VR desde que ele foi lançado. Infelizmente, porém, o shooter da Bethesda não corresponde a toda a expectativa criada em torno dele. O jogo até tem tudo o que se espera de um game da série, mas sua jogabilidade decepciona.

Se por um lado o gameplay é bacana, com explosões, cenários bem construídos, combates em ritmo alucinante e uma experiência com a cara de DOOM, por outro, não é nada fácil jogar tudo isso. DOOM VFR até é compatível com todos os tipos de controle do PSVR (Moves, Aim e DualShock), mas tem falhas nos três.

No Move, você só pode se movimentar usando teletransporte. No VR Aim, a sua imersão cai demais, porque você usa uma arma que precisa segurar com ambas as mãos, mas não é isso que vê na tela, e no DualShock você ainda se sente só jogando um game comum – apesar de essa ser a opção “menos pior”.

Infernal

DOOM VFR é um jogo infernal. Para bem e para mal. Vamos começar com o lado positivo desse inferno? Você se sente lá. Tá, isso pode não parecer muito bom a princípio, mas é. No game, o jogador assume o papel de um cientista que morre, assim que a aventura começa, mas graças à tecnologia, “revive”.

Em uma forma cibernética, ele explora uma base UAC em Marte e vai até os mais profundos domínios do Inferno para expulsar demônios e evitar que a base para a exploração espacial do planeta seja destruída. Um enredo bem simples, mas que é trabalhado e contado corretamente na aventura.

Tudo isso com gráficos muito bonitos. DOOM VFR é um dos games mais bem trabalhados nesse aspecto até hoje no PlayStation VR. A ambientação é muito bacana, tanto dentro do laboratório, como andando pelo planeta. Os inimigos também têm construções corretas e aqueles demônios maiores chegam a ser assustadores.

Monstrengos de DOOM ainda são tenebrosos.

A iluminação dos ambientes é muito bem feita. Os reflexos, sombras, tudo funciona exatamente como se espera de um jogo AAA na realidade virtual. A Bethesda está de parabéns por isso. Só que a imersão toma alguns duros golpes conceituais. Primeiro, porque você não vê “seu corpo”. Somente duas mãos flutuantes. Isso é bem decepcionante.

Além disso, se os combates são super emocionantes e têm aquele “quê” de DOOM que qualquer um espera de um jogo da série,, a jogabilidade, em geral, deixa muito a desejar. Especialmente para quem joga no PS Move, que só tem a opção de se teletransportar para se mover. O recurso, que é até legal para dar “Glory Kills”, diminui muito a imersão.

Para quem joga no VR Aim, aquele controle em formato de pistola, essa movimentação pode ser alterada no menu, configurando a movimentação para usar o analógico esquerdo. Melhora, mas ela não é muito calibrada, e o boneco anda rápido demais. Além disso, ela é uma arma para usar segurando com duas mãos, mas isso não se reflete no jogo.

O DualShock, apesar de o menos imersivo teoricamente, é a melhor opção para jogar DOOM VFR por não ter estes problemas. Só que também não é perfeito, porque sua mira é somente com seu movimento de cabeça, então as armas ficam sempre meio que centralizadas paradonas na tela e você tem que ficar se ajustando toda hora para atirar.

Para quem nunca jogou nenhum shooter no PSVR, dá para tentar se acostumar, mas para quem já teve experiências em games como Farpoint, por exemplo, a experiência é muito inferior. E isso afeta não só a jogabilidade, como a imersão e, consequentemente, a diversão, porque você não tem a mesma sensação.

Jogabilidade deixar a desejar.

É uma pena, porque todo o resto é muito bacana. A sonoplastia, por exemplo, mexe com o seu emocional. Quando aparecem vários demônios e começa a tocar aquele rock and roll pesado, claro que o jogador se sente ainda mais motivado para destruir todos eles. Mas as falhas claras na jogabilidade acabam impedindo-o de ser um grande jogo.

Espere uma promoção

DOOM VFR custa R$ 107,50 na PlayStation Store brasileira, o que não chega a ser um preço ruim. Porém, mesmo assim, vale a pena esperar uma promoção se você quiser pegá-lo. Isso porque há muitas experiências grátis, mais baratas ou até com esse mesmo preço, mas que valem mais a pena no momento.

É um jogo bacana, mas que tem uma duração bem curtinha, problemas com os comandos e, infelizmente, não tão imersivo quanto uma experiência do VR deve ser. Desde o começo da história, quando você só vê duas mãos flutuantes e não o seu corpo, já fica claro que “é só um jogo”, não que você está dentro daquele mundo.

E isso faz muita diferença – claro, se você já vivenciou outras experiências de realidade virtual. Para quem está comprando o PSVR agora e quer ter um shooter de alto nível e de uma série consagrada no seu line-up, talvez a sensação seja um pouco melhor. Mas para jogadores que contam com uma biblioteca mais vasta, pode ser apenas mais um.

AVALIAÇÃO FINAL
Jogabilidade
6
Visual
9
Imersão
6
Sonoplastia
9
Diversão
8
COMPARTILHAR