Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds: Vale a Pena?

Expansão de Horizon: Zero Dawn conclui o título com competência.

Mesmo que The Frozen Wilds não conte com uma narrativa tão impactante quanto o enredo principal de Horizon: Zero Dawn, ainda assim continua sendo uma experiência surreal. E ela (expansão) deve ser apreciada sem pressa. Assim como um comercial de cerveja recomenda, também reforçamos:  ‘aprecie com moderação’, não porque você possa ficar bêbedo, mas para retardar o inexorável fim.

Saboreie a visão das montanhas geladas, contemple as nevascas, se jogue nas fervorosas batalhas contra os Garraquentes, conclua todas sidequests, desbloqueie as novas habilidades…jogue.

A expansão serve como um bom prolongamento do título do original. Se você gostou da experiência, certamente, a adição é algo ‘obrigatório’ para você. Não é perfeito, a bem da verdade, contudo, é bastante digno.

The winter has come

E ele veio com bastante intensidade.

Em The Frozen Wilds, você continua no controle da ruivinha Aloy e deve explorar uma nova região localizada ao norte do mapa, onde habita os Banuks, uma comunidade muito semelhante aos Nora – tribo de Aloy.

Após conversar com uma local, bem na fronteira, você descobre que a região está sendo ameaçada pelo surgimento de novas máquinas ferozes. Ao que parece, tudo está relacionado com as intensas atividades de um vulcão próximo. A moça então começa a se enveredar entre misticismos, crenças e tecnologias pouco compreendidas.

A trama não é muito profunda, mas oferece maiores esclarecimentos sobre a quase-extinção humana, como se deu as criações das máquinas e algumas revelações sobre o pouco confiável Sylens. Além é claro das resoluções dos mistérios. É uma boa narrativa, com seus momentos de emoção, exploração e conhecimento. Certamente vai agradar.

Mas o que chama a atenção é ambientação. O DLC se passa em uma região bastante fria, com montanhas geladas, novas vidas selvagens e muita, muita neve.

O inverso chegou.

O jogo continua sendo um colírio para os olhos. Apreciar as paisagens, acompanhar as alterações dinâmicas de climas, entre claridade, anoitecer e nevascas é incrível. Dá até peninha ouvir Aloy reclamar do frio.

Outro ponto de destaque são as novas máquinas. Ao todo são quatro opções, com realce para o Garraquente, uma espécie de urso, muitíssimo poderoso que se você não tiver a armadura Tecelã-Escudeira vai ter bastante trabalho para liquidar a fatura.

Trata-se de uma a criatura grande, com um arsenal repleto de opções. Suas investidas corporais são devastadoras, capazes de derrotar a sardenta com um só golpe. Uma boa maneira de enfrentá-lo é atraí-lo para florestas e disparar de longe. Acompanhe no vídeo abaixo um luta:

Por se tratar da mesma proposta, não houve mudanças significativas na jogabilidade. Algumas novas adições de habilidades (Aloy agora consegue coletar itens montada, por exemplo), algumas poses novas para fotos, novos equipamentos e melhorias na gestão do inventários são os principais pontos.

O que poderia ter sido melhorado era o posicionamento da câmera, principalmente nas lutas contra o ursão. Por ser um oponente muito grande e os combates muito dinâmicos, a visão chega a atrapalhar um pouco. Nada que faça você desistir, mas é importante pontuar.

Novo inimigo é poderoso.

Não se vá!

O maior ‘defeito’ de The Frozen Wilds é que ele acaba. É um pouco curto sim, mas é um complemento bem interessante que conta com uma narrativa boa, uma região bem grande para exploração, novas missões secundárias, novos troféus, novo acampamento para derrotar e mais vida selvagem.

É uma expansão que vale muito a pena por oferecer um pouco mais de um jogo já surpreende. Obrigatória para aqueles que apreciaram o título. 

Uma alternativa talvez é esperar pela edição completa. Planejada para 7 de dezembro, a versão virá acompanhada com todos patchs mais The Frozen Wilds.

AVALIAÇÃO FINAL
Visual
10
Jogabilidade
9.5
Enredo
9
Sonoplastia
10
Diversão
10
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