Anaheim (CA) – O Meu PS4 foi o único veículo de mídia brasileiro presente à PlayStation Experience 2017. E, claro, para nós foi uma experiência sensacional! Fizemos entrevistas exclusivas, testamos jogos, acompanhamos paineis… Foi ótimo – e já queremos que chegue logo a de 2018. Mas e para você, jogador, será que vale a pena vir para a Califórnia para um evento como esse?

Decidimos contar um pouquinho de como é a PSX em um formato de review, para que cada um possa colocar na ponta do lápis os prós e os contras e decida se um dia quer participar. Afinal, o evento conta com pessoas do mundo inteiro, apesar de a grande maioria dos visitantes ser dos Estados Unidos mesmo. Spoiler alert: já comece a se planejar, porque você não vai se arrepender.

Partiu?

Vamos começar pelo básico: como vir para os Estados Unidos. É necessário ter um passaporte com validade de, pelo menos, mais seis meses e o visto americano. Se você ainda não tem, vai gastar uns R$ 700 nessa brincadeirinha. São processos que podem demorar um pouco, além de o visto requerer uma entrevista no consulado, que nem sempre termina com a permissão para visitar o país.

Caso você passe por essa primeira fase, é hora de planejar a viagem em si. A passagem de avião deve ser para Los Angeles, que fica a cerca de 40 minutos de carro de Anaheim. O preço normal dela é em torno de R$ 2,5 a R$ 3 mil, porém há várias promoções ao longo do ano por menos de R$ 2 mil. E, como a PSX acontece logo no início de dezembro, ainda não é alta temporada, então os preços são mais baixos.

Inclusive nos hoteis, que também têm diárias mais em conta. Você pode pesquisar a variação de tarifas na Internet, mas há hospedagens bem ao lado do Convention Center, onde ocorre o evento. O Marriott, por exemplo, é um hotel de alto nível com diárias a partir de US$ 185. Tem também opções mais baratas, só que a alguns minutinhos de caminhada de distância.

Hotel é o que não falta. Até porque aqui é a terra da Disneyland! E ela fica bem pertinho também do centro de convenções. Ou seja, quando planejar uma viagem, é legal colocar uns dias a mais para curtir os parques. São dois: a Disneyland tradicional e o Disney Adventure, com brinquedos um pouco mais radicais. Se quiser, e tiver condições, dá até pra esticar um pouco mais e ir turistar em Los Angeles antes de voltar ao Brasil.



Para participar da PlayStation Experience, também é preciso comprar um ingresso. Nesse ano, o passe para os dois dias custou US$ 65. Você compra online e retira sua credencial no dia. É bom lembrar que é preciso chegar cedo nos dias dos eventos para tentar aproveitar ao máximo, porque as filas são grandes. Um recurso já presente em muitos eventos com participação da PlayStation é o App Experience, que permite agendar demos e autógrafos com antecedência. Fique ligado nele!

Experiência

Como diz o nome, o evento é uma experiência. Nesse ano, ficou claro que a PlayStation Experience deve seguir, cada vez mais, um rumo de proporcionar momentos de contato do público com quem faz os jogos que ele tanto ama. Foram diversos paineis e sessões de autógrafos com estrelas de games como The Last of Us, Uncharted, God of War, dentre outros. Pessoas que não se vê toda hora e que têm muitos fãs no mundo inteiro.

A PSX foi dividida em três dias. No primeiro, sexta à noite, uma apresentação de pouco mais de 1h30, com trailers de novos jogos, vídeos relembrando momentos do ano e um longo bate-papo com alguns dos principais desenvolvedores de games para o PlayStation, incluindo o lendário Hideo Kojima. Esta data tem prioridade para convidados e mídia, mas o público geral tem algumas vagas liberadas – e acho que todo mundo que estava na fila conseguiu entrar na arena para assistir.

No sábado, o grande dia. Com o local aberto das 10h às 22h, os fãs poderiam se dividir entre o show floor, com vários estandes super legais de jogos para testar e a arena, com paineis sobre diversos games. Sem falar nas sessões de autógrafos. No domingo, a mesma coisa, mas de 10h às 18h, e sem os paineis na arena. Ou seja, foco total em jogar e aproveitar as oportunidades de foto criadas pela Sony em cada estande.



Detroit: Become Human, Far Cry 5, Monster Hunter World e The Shadow of the Colossus foram os jogos mais procurados. No PlayStation VR, Firewall, The Inpatient, Bravo Team e Far Point também fizeram sucesso. Além disso, o espaço tinha muitas outras oportunidades de testar games de menor expressão – e alguns deles muito bacanas, como o brasileiro No Heroes Here. E não era só isso.

Alguns estandes também tinham photo ops, com paineis, objetos interativos e atrações singulares. No de God of War, por exemplo, você poderia “virar o Kratos”, se maquiando e até raspando a cabeça. No de Uncharted, rolava um Escape Game na cabana do Nate. Em Homem-Aranha, havia várias formas de tirar foto. E, no melhor de todos, Days Gone, você interagia com zumbis. A decoração era assustadora, e alguns deles eram pessoas, não só bonecos.



Sem falar na “loja de androides” de Detroit: Become Human, uma atração à parte, assim como os cosplayers de Aloy (com direito a um Watcher andando com ela), e o mascote de Crash Bandicoot. Outra atração eram as quests, em que você escaneava QR Codes espalhados pelo local para ganhar recompensas, como temas e cards, além de participar de sorteios de diversos brindes da PlayStation.

Recomendado!

O calendário de games no mundo tem cada vez mais eventos. Inclusive, no Brasil, a BGS cresce cada vez mais, assim como a CCXP, que não é só de jogos, mas também conta com atrações relacionadas a eles. Mas vivenciar o que é feito aqui nos Estados Unidos de perto é bem bacana. Tivemos a oportunidade de acompanhar a E3, em junho, e agora a PSX, e ambos são eventos muito recomendados aos gamers.



A E3 é bem maior, são três dias de show floor, fora as conferências à parte, como da própria Sony e da EA, por exemplo, e tem atrações para todos os gostos. Fica muito mais cheia, é mais cara, mas conta com mais opções de jogos, além de novos anúncios relevantes para o mercado. A PSX, por sua vez, parece algo um pouquinho mais “intimista”. Focado nos fãs da PlayStation, em gerar momentos bacanas para eles.

Por isso, recomendamos, sim, a vinda. Só achamos que você deve se planejar para ir a um ou outro em um ano, porque muitos dos jogos se repetem – inclusive, muita coisa que tinha para testar aqui estava até na BGS, como Far Cry e Detroit. Outras, porém, eram grandes novidades, como Shadow of the Colossus, além dos paineis, aos quais muita gente não dá a devida importância.

A resenha com todos os principais atores de Uncharted, comemorando os 10 anos da série, foi emocionante. A apresentação de The Last of Us, com direito a dueto de Ashley Johnson e Troy Baker (Ellie e Joel) no começo, foi não só arrepiante como ainda revelou vários detalhes de The Last of Us Part II. E, apesar de não exibir grandes jogos novos ou datas dos já anunciados, o primeiro dia reuniu um elenco fabuloso no palco para falar sobre jogos como Horizon, Dreams, Death Stranding…

Poderia haver apenas mais opções de interatividade, como “rides” dos jogos, experiências 4D e coisas do tipo. Além disso, o sistema de reservas de horários pelo aplicativo tem vagas que acabam em um minuto! Assim, há filas “do mesmo jeito” nos estandes. Outro detalhe foi que havia muitos jogos já lançados no show floor, e isso não é tão atrativo assim para muita gente.

Mas, no fim das contas, sem dúvidas, o selo para a PlayStation Experience é o “Recomendado”. Prepare o cofrinho, guarde as suas economias e invista. Venha para o evento, fique mais uns dias, curta a Disney, faça umas comprinhas no outlet e volte para casa com aquela sensação de que valeu a pena o esforço.

Galeria

Vamos deixar aqui alguns links para você conferir tudo que vivemos in-loco:

Testamos

Entrevista Exclusiva

Especiais

*Meu PS4 viajou à convite da PlayStation.

Avaliação
Ambientação
10
Diversão
9
Filas
7
Painéis
9
Jogos
9