O diário de um interiorano: BGS: dia 1, a chegada

Um artigo tanto quanto especial, um relato da aventura de como é a BGS: simples, emocional e sincera.

“BGS”. Três letras. Um sentimento. O coração de todo gamer dispara. Os olhos brilham. O sorriso sai de maneira contida. Um evento que mexe com os sentimentos. Dias que cansam, de fato, mas que resultam em sensações únicas.

É verdade que muitos não possuem a possibilidade de comparecer no evento. Seja devido à distância ou condições financeiras, não importa, muita gente é impossibilitada de estar presente. Com o intuito de aproximar o leitor desta realidade mágica, faremos um experimento: um diário informal e pessoal, algo íntimo, que tente repassar os sentimentos vivenciados. Assim, acompanhe a jornada deste interiorano num universo encantador.

Vamos lá, um interiorano na capital, num evento enorme, uma aventura inusitada!

Dia 1

A minha aventura começou no dia 9. Sou de Rondônia (sim, temos internet e aviões lá). Depois de 24 horas de viagem, alterando entre ônibus, vôos, escalas e afins, cheguei em São Paulo na madrugada do dia 10. Aquela visão de cima no avião, vendo uma cidade enorme, cheia de luzes, nossa, que sensação boa. A cidade das oportunidades, e a BGS é uma das minhas.

Dia 10, resta apenas descansar para o batidão que começa no dia seguinte. Preparar as coisas, visitar a 25 de Março, dormir cedo. Um dia para se preparar para o evento.

Finalmente, dia 11. Num calorzão de São Paulo, chego à Expo Center Norte às 12:25. Perdido, sem saber pra onde ir, no meio de tanta gente da imprensa, em um lugar gigantesco. Que situação. Parado no meio do corredor, pego o celular para mandar mensagem para os amigos, quando de repente todos surgem num vulto azul. Que alegria. Se vocês pudessem conhecer a todos que trabalham neste humilde site, perceberiam como cada um é legal. E olhe lá, boas pintas também (isso é mentira, são todos feios).

Depois do credenciamento confirmado, hora de começar a feira. Espera, não. Hora da cerimônia de abertura. Num salão escuro e cheio de um monte se apertando, todos fazem uma meia-lua para conferir a abertura. Quando aparece, junto com o apresentador, o incrível Hideo Kojima. Dentre os gritos “mito” e “me engravida”, estávamos ali, alguns passos de distância de um grande produtor. Quando eu poderia imaginar que estaria ali?

“Me leva pra casa, Kojima.”

Falatório de apresentação, Kojima dando ‘hello’, fim da cerimônia e agora sim vamos para a feira! Muito mais gente ajuntada, um apertando o outro para entrar, todos ansiosos, Kojima de novo. Já estava pensando em qual jogo pegar logo de início, e só conseguia pensar no Monster Hunter World. Nele que fui mesmo. Primeiro teste feito, vamos fazer a análise na sala de imprensa.

Junto com meus amigos, rimos, conversamos, comemos um quitutes e novamente volto para a feira para jogar ainda mais. Ando sem parar. Ainda continua com muita gente. Não tô acostumado com tanta assim. Quando me deparo, já era 18:40 e não tinha feito metade do que queria. Aproveitei os minutos finais para testar o PlayStation VR pela primeira vez. Que loucura! Eu quero um! Parece tudo real, tão verdadeiro. Eu me senti como o homem das cavernas descobrindo o fogo. Vocês poderiam olhar para a minha cara e falar: “olha lá o menino do mato descobrindo a tecnologia“, seria verdade. Não ligo, eu dou risada junto.

20:10. Meu Deus, o tempo passou. Apenas 50 minutos para o término. Pra onde eu vou? O que eu jogo? Quer saber? Fui andar com meus amigos, os mesmos daqui do Meu PS4, tiramos foto com os cosplayers e visitamos as lojas. A diversão está em estar com eles. Ficamos separados trabalhando, mas quando estamos juntos, ah, é ótimo. Acho que por isso a BGS é boa, aproxima as pessoas. Detalhe: nunca os tinha conhecido pessoalmente. Mesmo assim, parece que somos amigos há tempos.

Uma equipe dessas, bicho. (Faltou a Bruna aqui…ela é metida, não gosta de aparecer!)

O dia 2 está para começar. Eu não sei o que vou fazer. Espero andar ainda mais. Estou cansado, sim, mas doido para repetir a dose. Espero que vocês tenham gostado desse compartilhamento de experiências. Se ficar muito comprido, fala aí, na moral. A gente se em breve.