No último dia 20 de Março a Sony realizou o evento de lançamento do game Bloodborne no Brasil. A festa aconteceu em São Paulo na Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte.

Compareceram: imprensa especializada, colaboradores da divisão PlayStation no Brasil  e a ilustre presença de Dave Thach, Diretor Senior de desenvolvimento de software internacional e operações especiais da Sony Worldwide Studios America.

O simpático Dave aproveitou a oportunidade para fazer uma belíssima demonstração do jogo, enfrentando inimigos, ressaltando as características da aventura e encerrando a demonstração com uma intensa batalha contra um dos temíveis chefes do jogo.

Além disso, nós batemos um pequeno papo com o Dave onde fizemos algumas perguntas e ele prontamente esclareceu algumas dúvidas e deu mais detalhes sobre a produção de Bloodborne. Veja:

Meu PS4: Bloodborne se assemelha muito aos jogos da franquia Soul’s. Até que a ponto a From Software se inspirou nos jogos anteriores para criar um novo game?

Dave: Todos os jogos foram produzidos por Hidetaka Miyazaki e estas obras mantém algumas similaridades, contudo em cada novo jogo são inseridas novas funcionalidades, recursos e o feedback da comunidade é muito importante. Bloodborne aproveita toda esta experiência do estúdio para criar um produto inteiramente novo e com muitas características singulares.

Meu PS4: A dificuldade é parte essencial da experiência dos jogos como Dark Souls e Demon’s Souls. Até que ponto o Bloodborne é mais acessível aos jogadores casuais, de maneira que não cause excessiva frustração e seja desafiador ao mesmo tempo?

Dave: Os jogos da série Souls possuem uma mecânica mais defensiva, onde era necessário aprender e estudar o comportamento dos inimigos. Em Bloodborne a dinâmica é um pouco diferente. O novo jogo recompensa os jogadores pela agressividade. Além disso, com uma mecânica mais fluída e ágil os jogadores mais casuais também podem se interessar pelo título, no entanto Bloodborne ainda mantém a dificuldade como parte importante da experiência.

Meu PS4: O PlayStation 4 é um hardware mais poderoso e abre muitas possibilidades para os desenvolvedores. O que foi possível criar em Bloodborne e que não era possível de se implementar nos consoles da antiga geração?

Dave: O PlayStation 3 já era um hardware poderoso, mas era necessário fazer escolhas. Os desenvolvedores deveriam escolher por exemplo entre: detalhar a iluminação ou trabalhar melhor a engine. A equipe responsável deveria, necessariamente escolher o foco do projeto. Já no PlayStation 4 não é necessário entrar neste dilema. Os criadores podem explorar várias vertentes e criar um jogo realmente de nova geração.

Meu PS4: As masmorras dinâmicas ( Chalice Dungeons ) vão proporcionar experiências novas a cada vez que os jogadores acessarem. Como o estúdio trabalhou para que os jogadores não tivessem aquela sensação de Déjá vu ao explorar uma Dungeon?

Dave: Toda vez que o Ritual do Cálice é realizado uma nova Dungeon é criada. A masmorra é gerada de acordo com diversas variáveis como tipo de cálice, perfil do personagem, tipo de material, etc. O jogador não terá a possibilidade de determinar a localização dos inimigos, cenários e locais, tudo isso será gerado de forma procedural utilizando um modelo matemático. As diferentes possibilidades farão com que seja quase impossível se criar uma dungeon igual a outra.

Meu PS4: Os jogos anteriores como Dark Souls e Demon’s Souls são sempre lembrados por suas qualidades. Em qualquer conversa entre jogadores os jogos supra citados são destaques e referências. Como o estúdio gostaria de ser lembrado ao falar-mos de Bloodborne no futuro?

Dave: Os jogadores vão se lembrar que Bloodborne foi criado e desenvolvido com especial atenção aos mínimos detalhes mas, as diferenças ficam por conta justamente do sistema de dungeons (Chalice Dungeons) e do alto fator de replay que o jogo possui. No futuro as pessoas não estarão falando de Bloodborne, elas estarão ainda jogando Bloodborne muito em virtude da possibilidade de se ter uma nova dungeon a cada partida.

Se você quiser conferir, abaixo tem o vídeo da entrevista: