Desde o seu anúncio, em um longínquo 2016, Death Stranding vem deixando as mentes de jogadores de todo o mundo um pouquinho mais piradas. Não é para menos. Afinal, tudo já começou com Norman Reedus pelado e interagindo com um “bebê que some”, numa praia cheia de animais mortos e entidades vindo do céu.

Depois, veio guerra, bebê de plástico, bebê dentro de cápsula, bebê fazendo joinha, enfim, tudo o que Hideo Kojima foi mostrando de Death Stranding até esse ano foi misterioso – e, temos que admitir, confuso. Porém, o trailer da data de lançamento, as revelações de cada personagem, o Briefing e agora o conteúdo da TGS clarearam um pouco mais as coisas.

Death Stranding Tokyo Game Show

Se você ainda não entendeu, tudo bem. Se você entendeu e não gostou, também. Afinal, é exatamente essa a grande impressão que o jogo passa: de que ele não é para qualquer um mesmo. Não me entenda, mal, isso não é um comentário depreciativo. É apenas algo que é notório: o jogo não vai agradar muita gente. Talvez até a maioria dos gamers.

O próprio Hideo Kojima, desde o começo da promoção de DS, sempre afirmou que esse era um game diferente. Tanto que inventou até um novo gênero: Social Strand Game. Não é só aventura. Não é só stealth. Não é só ação. Tem elementos disso tudo, claro, porém foi feito para ir muito além dos conceitos atuais – e que são muito mais populares e acessíveis.

O criador do game nunca mentiu quanto a isso. Portanto, surpreender-se com que vimos nesse mais recente gameplay é curioso. Se você prestou atenção no desenvolvimento de Death Stranding nos últimos anos, não tinha como esperar nada diferente. É, de fato, um jogo diferente. Cheio de detalhes. De exploração. De mensagens.

Death Stranding

Pode-se fazer críticas à facilidade da boss fight, a alguns movimentos meio travados de Sam. Mas reclamar de falta de ação? De um mundo aberto demais? De andar muito? É impossível não ter percebido que ia ser exatamente assim. Pelo menos, desde o trailer apresentado na E3 2018.

A impressão que fica é que Death Stranding é um caso claro de ame-o ou odeie-o. Mas, independente da sua opinião, também parece claro que é preciso respeitá-lo.

Death Stranding é para quem?

Ele não é um jogo feito para o fã de Call of Duty ou de Uncharted, por exemplo. É óbvio que você pode amar esses games e, ainda assim, se divertir com Death Stranding, mas será uma minoria. Quem curte o ritmo mais frenético, tiros, brigas, etc, provavelmente ficará decepcionado com Death Stranding.

Ele é mais Metal Gear, do próprio Kojima. Shadow of the Colossus. E para citar um jogo que fez grande sucesso recentemente, muito por ser de uma franquia já consagrada, é bastante “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”. Um mundão aberto gigante, que a pessoa olha de fora e não dá nada, mas quando começa a explorar…

Opinião: Death Stranding não é para todo mundo 1

Death Stranding é um jogo de paciência. Exploração. Para admirar o cenário. Para entrar na vibe da narrativa. Se deixar levar pela trilha sonora que toca em determinados locais, como vimos com Asylums for the Feelings, que já virou uma das canções favoritas de 10 entre 10 pessoas que estão ansiosas pelo jogo.

O título é para quem entende que “não é o destino que importa, mas sim a jornada”. Que até acha graça dos memes de Correio Simulator, Walking Simulator e por aí vai, porém já tem a exata noção de que é bem mais do que isso. Quem está disposto, sim, a passar um bom tempo andando, explorando, dando dicas para os amigos, interagindo.

Não, Death Stranding não é para qualquer um.

Se não for para você, tudo bem. É mais comum do que você imagina.

É bom lembrar que isso não quer dizer que você não tem um gosto refinado, que é “só um jogador comum” ou algo assim – como muita gente que se acha mais “cult” pode/vai dizer. São simplesmente gostos diferentes. É a coisa mais normal do mundo.

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