Prepare-se, pois em Sekiro: Shadows Die Twice a morte será sua companheira mais fiel. No entanto, para essa relação não ser tão abusiva, preparamos algumas dicas práticas para lhe ajudar.

Vale lembrar que não há melhor professor do que a própria experiência. Essas dicas não são infalíveis e as melhores são aquelas que você constrói pela sua própria jornada. Mas são alguns conselhos que irão facilitar a sua vida.

Ataque

Se você conferiu a análise do Meu PS4 sobre o jogo, deve ter notado que a filosofia de Sekiro é “atacar”. A ausência da barra de estamina permite que os ataques sejam usados frequentemente. No entanto, isso não o torna um hack and slash.

Os ataques dos shinobis são para quando os adversários estão vulneráveis. Isso acontece ao desviar ou se defender das investidas. Portanto, seja agressivo, mas não abra mão de estar atento aos contra-ataques.

Dicas: em inimigos simples, ataque sem pausas. Isso fará com que a defesa deles quebrem e você os liquide. Em sub-chefes e chefes, analise o padrão de comportamento à distância. Você irá identificar os momentos para atacar.

Postura

O timing é essencial para a sobrevivência em Sekiro. Isso porque não existe um escudo para se defender dos ataques, apenas a possibilidade de repelir os danos. Só é possível aparar ao apertar L1 no momento exato.

Apesar desta mecânica ser intuitiva e com uma ótima resposta, o jogador irá deparar-se com inimigos de ataques consequentes e imprevisíveis, principalmente os chefes. Por isso, treinar a agilidade da postura a fim de repelir os ataques é fundamental.

Como treinar isso? Evite usar a esquiva (bolinha) contra os inimigos mais simples e tente apenas aparar os ataques. Faça isso constantemente para treinar o cérebro e conseguir estar afiado para inimigos mais difíceis.

Saiba identificar cada situação

Existem inimigos que mesclam vários ataques e comportamentos aleatórios, sendo necessário prestar muito mais atenção para não ser brutalmente aniquilado.

Por exemplo: inimigos com lanças tem um comportamento mais agressivo do que os que possuem espadas. Além disso, a lança alcança uma área maior, tornando a evasiva pouco efetiva. Logo, aparar os ataques e manter o combate próximo pode ser uma boa alternativa.

O mesmo acontece com inimigos grandes. Geralmente, são mais pesados e contam com ataques praticamente indefensáveis. Nesta situação, o melhor é se manter próximo, atacando e se esquivando com frequência. Sempre “dando a volta” no adversário.

Por fim, aprenda analisar os ataques. Existem ataques que exigem o salto. Outros, exigem uma defesa especial. Tudo isso pode ser aprendido no hub de treino (lugar importante para praticar e desenvolver as técnicas).

Ataques em vermelho dos inimigos precisam ser esquivados ou repelidos.

Use itens, oras

O jogador encontrará muitos “doces dos monges” espalhados pelos cenários. Existem cerca de cinco tipos. Cada um oferece melhorias específicas.

O Açúcar de Ako, por exemplo, aumenta o dano causado. Use-o em inimigos mais lentos, aumentando suas chances de acertá-los diretamente.

O Açúcar de Ungo, por outro lado, diminui o dano recebido na Postura. Ele é ideal para combates que contam com inimigos de lança ou mais ágeis, já que a probabilidade deles acertarem seu personagem é muito maior.

Ainda existe o Açúcar de Gachiin, que melhora os atributos furtivos. Cada um possui uma situação adequada para uso. Porém, vale lembrar que não é possível usá-los ao mesmo tempo. Só é permitido o uso de um por vez. Escolha com sabedoria.

Como evoluir?

A progressão do personagem só acontece matando sub-chefes e chefes. Isso mesmo. Não existe mais a possibilidade de farmar XP com inimigos “normais”. Este é o momento onde “os meninos são separados dos homens”.

Os sub-chefes, em geral, oferecem os “Colares de Oração”. Juntando quatro deles, ou seja, mantando quatro destes inimigos, a Postura e o HP são melhorados. Os chefões oferecem as “Memórias”, que melhoram o dano de ataque.

Inicialmente, a recomendação é: enfrente todos os sub-chefes que encontrar. O protagonista precisa evoluir e os sub-chefes iniciais são os mais fáceis (apesar de serem difíceis). Conforme progresso, com atributos bastante melhorados, é possível optar por não confrontá-los.

Dica: os únicos sub-chefes não-recomendados são: “Decapitado” e “O Guerreiro de Mil Faces”. Eles contam com características semelhantes.

Vale ressuscitar?

O Sistema de Ressurreição não funciona de maneira direta. É preciso recarregar após o uso, e conta com uma quantidade limitada. Por isso, alguns conselhos:

  • Só use em chefes quando eles estiverem bem perto da derrota ou se está apenas estudando o comportamento dos ataques – neste caso, use apenas uma ressurreição, pois a segunda demora mais pra carregar.
  • Não use em inimigos normais, a não ser que esteja com uma boa quantidade de dinheiro que não queira perder. Se usar, corra para a escultura mais próxima para se recarregar.
  • Em casos de mortes e ressurreições seguidas, a “Praga do Dragão” irá se alastrar. Com isso, apenas use a cura após vencer o seu grande desafio – muitas das vezes, será um chefão bem difícil.