Onde você estava em 3 de dezembro de 1994? Provavelmente, se não morava no Japão, nem sequer sabia o que era “PlayStation”. Afinal, ele só chegou ao Ocidente quase um ano depois. Mas, há exatos 25 anos, a Sony deu um passo que mudou a indústria dos games. Com sua ousadia, encarou as gigantes Sega e Nintendo e, desde então, não olhou mais para trás.

Mas eu não vim aqui contar história. Afinal, alguns anos atrás, já fizemos isso. Há uns meses, também abordamos um pouco dessa trajetória para saber se o PS4 é o melhor console que a empresa já fez. Também não vou falar de números de vendas. A ideia aqui é destacar quanto essa marca se tornou algo vital para centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.

Em duas décadas e meia, é claro que houve erros e acertos. Altos e baixos. Contudo, se for realizado um balanço, não há dúvidas de que as memórias são extremamente positivas. Com muito mais do que jogos marcantes, cenas inesquecíveis e produtos de diversos segmentos, como colecionáveis e vestuário.

Tudo isso é o lado tangível da coisa. Mas os sentimentos que cada um teve com PlayStation é que realmente importam. As amizades. A sensação recompensadora de zerar/platinar o seu jogo preferido. As reflexões provocadas por jogos como Death Stranding, por exemplo. A hora em que você tira um jogador muito bom num pack do FIFA Ultimate Team.

A “Estação do Jogo” leva os jogadores muito além disso. Não é “só” diversão.

Muita gente acha que games são besteira. Outras pensam que tira o foco de crianças. E tem até os mais radicais que pensam que motivam até pessoas a serem violentas. Provavelmente, nunca tiveram um PlayStation. Porque ele é o oposto de tudo isso. Pense aí: quanta coisa os seus jogos te ensinaram?

Uncharted, por exemplo, é uma aula de história. God of War te apresenta mitologias e aborda temas relevantes, como família. Crash parece um joguinho bobo, mas te faz aprender a fazer desafios tensos em pouco tempo. Exemplos não faltam. Seja de imersão na narrativa, de ter algum tipo de aprendizado ou mesmo de simplesmente passar o tempo.

Quanta gente não praticou bastante o seu inglês com os jogos? Quantos amigos você não fez jogando PlayStation, seja em casa com a galera ou online? Quantas lições bacanas de enredos imersivos não ficaram na sua memória? Quantos visuais incríveis não deixaram seu queixo caído? Quantas experiências, de jogabilidade mesmo, não te “viciaram”?

Eu tive a oportunidade de viver tudo isso desde o PS One.

Ganhei meu primeiro PlayStation em 2000. Joguei muito Bomba Patch, Spyro, Harry Potter, Beach Volleyball, Medal of Honor, Mega Man, Tekken e Syphon Filter… E até deixei de lado alguns clássicos, como Silent Hill, Resident Evil e Metal Gear (perdão). Mesmo assim, tudo isso me marcou muito.

Pasmem: não tive o PS2. Ganhei um PC gamer à época e, por isso, não comprei videogame. Me arrependo amargamente. Mas no PS3 recuperei o tempo perdido. Especialmente com as séries God of War e Uncharted. E agora no PS4 posso dizer, sem dúvidas, que vivo um auge como “gamer” – já com 30 anos na cara.

Talvez por isso eu ache que o PlayStation 4 é o melhor de todos. Desses 25 anos de história da PlayStation, eu vivi quase 20. Desses 20, seis com o PS4 – que comprei no Day One, nos Estados Unidos, depois de 12+ horas de fila. Comprei o PSVR, o PS4 Pro, joguei centenas de jogos e, claro, estou aqui no Meu PS4.

Por isso, precisava escrever esse texto.

É um “obrigado” e um “parabéns” à PlayStation por cada uma das muitas memória eternizadas graças a essa marca. Nesse dia histórico, gostaria de convidar todos a refletirem quanto ela significa para vocês. E, claro, a compartilharem isso conosco.

Comentem suas principais histórias com PlayStation. Seus jogos favoritos. Quando tiveram o primeiro contato com os consoles. Quem foram os amigos que viveram isso juntos. Que seja, agora, um momento de celebração.

Afinal, a Sony merece.