God of War, Red Dead Redemption 2, Spider-Man, Monster Hunter World e até Assassin’s Creed Odyssey todo mundo esperava na lista de candidatos a Game of the Year de 2018 no The Game Awards, mas uma surpresa chamada Celeste roubou a cena. Com a pontuação 91 no Metacritic, porém desconhecido do “grande público”, ele chega com moral no meio de cinco gigantes na luta pelo GOTY.

Lançado em janeiro, Celeste é um jogo de plataforma, em que o jogador controla Madeline, uma menina que tem que ir subindo uma montanha enquanto evita obstáculos mortais. É possível pular e escalar paredes, além de dar dashes no ar. A cada nível, há uma série de novas mecânicas, que tornam o jogo imprevisível e divertido.

Além da quest principal, é possível solucionar puzzles específicos e coletar itens colecionáveis. No fim das contas, há um “B Side”, com variações de níveis, e o “C Cide”, com versões super difíceis deles. É um joguinho simples, bem old school, mas de alta qualidade de gameplay e dificuldade bem interessante, longe de ser algo de criança.

Desenvolvido pelos canadenses Matt Thorson e Noel Berry, Celeste é um jogo que nasceu como um protótipo criado em uma game jam (tipo uma hackathon voltada para games). Foram necessários só quatro dias para fazer sua versão inicial. Depois disso, é claro, vieram os ajustes e a finalização do que se tornou agora, oficialmente, um dos melhores jogos de 2018.

Mas quem jogou Celeste durante o ano, ou pelo menos leu sobre o game, já sabia do seu potencial. Ele recebeu excelentes notas, como 10 de IGN e Destructoid, e 9 de GameSpot e Game Informer. Nas análises, destacou-se os desafios das plataformas 2D, seus segredos, o gameplay em si e até mesmo enredo e trilha sonora.

Além de Jogo do Ano, o título concorre ainda nas categorias de melhor trilha sonora, melhor jogo independente e Jogo de impacto.

Pode não parecer, até pelo altíssimo nível gráfico dos títulos AAA com quem ele concorre, mas Celeste é uma indicação mais do que justa para o prêmio de GOTY de 2018.