Depois do aclamdo Brothers: A Tale of Two Sons, de 2013, o produtor de cinema libanês Josef Fares está de volta aos games com A Way Out. O game da EA Originals surpreendeu no seu anúncio e promete uma grande novidade no seu gameplay. Ele é feito apenas para jogo cooperativo entre duas pessoas (sendo que uma delas nem vai precisar comprar o game). Sem falar no aspecto cinematográfico que o jogo tem.

E, justamente por isso, muita gente passou a compará-lo com títulos como Detroit e Heavy Rain. No entanto, o diretor garante que não é bem assim. Segundo ele, os jogos da Telltale e da Quantic Dream não são tão cativantes quanto poderiam. Para o libanês, jogos assim não dão tanta liberdade ao jogador. Afinal, ele é até responsável pelas decisões, mas quase não joga de fato.

Esses jogos são muito passivos para mim. Eu gostaria de ter mais controle. Você controla a história, ok, mas enquanto você está fazendo isso e afetando as decisões, na verdade, de certa forma, você também não está, sabe? A Way Out não é assim. Uma comparação da perspectiva cinematográfica pode até ser feita, o modo de jogar, porém, não – afirmou, em entrevista à Edge Magazine.

O desenvolvedor explicou ainda que também não se importa muito com as reações das pessoas ao jogo. Segundo ele, a ideia é fazer com que elas “sintam o jogo”. O que isso vai causar não faz diferença para ele. “Se vão chorar, rir ou se irritar, não me importa”. Especialmente porque é um jogo para jogar com um amigo, uma experiência diferente e que, para o libanês, é pouco aproveitada.

Não precisa ser sempre correr e atirar, sabe? – disse.

A Way Out foi feito pela Hazelight, estúdio pequeno, e adotado pela EA Originals. Josef Fares, antes disso, fez seis filmes, mas afirma que nada dá um trabalho tão grande quanto um game. Resta saber se o resultado vai valer a pena em 23 de março, quando o game for lançado para PC, PlayStation 4 e Xbox One.