Far Cry 5 mal foi anunciado e a Ubisoft pode começar a enfrentar situações desgastantes com o game. Um abaixo-assinado, por exemplo, está atualmente pedindo o cancelamento do jogo. De acordo com o documento da petição, a temática do título é extremamente ofensiva e degenerativa, representando um insulto à cultura dos Estados Unidos.

Segundo os autores do abaixo-assinado, os Estados Unidos representam a maior base de compradores da franquia. O que significaria que boa parte da receita de todas as vendas da Ubisoft vêm daquele país. Por isso, o abaixo-assinado exige que, a menos que a temática seja amenizada para algo menos ofensivo, o game deve ser imediatamente cancelado.

Nesse meio termo aparecem assuntos delicados como apropriação cultural, crenças religiosas e racismo. O documento ressalta que os jogadores norte-americanos estão cansados de tantos problemas nessa indústria. E não vão tolerar mais essa questão, sobretudo porque supostamente fere princípios morais da nação.

Veja, abaixo, a tradução de um trecho.

Chega, Ubisoft! Já vimos demais suas lições de moral sobre multiculturas em games voltados à degeneração de culturas e miscigenação. Toleramos isso tudo em nome da inovação e do design de gameplay. Mas não mais!

Far Cry 5 é um insulto a sua base de fãs, os americanos que são a maior parte dos seus consumidores. Mudem isso ou cancelem o game! […] Exigimos que desistam do jogo ou façam algo menos ofensivo. Nesses tempos, vocês precisam entender que podem haver repercussões violentas se vocês seguirem com essas críticas sem sentido.

Entendendo os motivos

Far Cry 5 é o novo jogo de mundo aberto da consagrada franquia de tiro em primeira pessoa da Ubisoft. A trama vai acontecer em Hope County, no interior do estado de Montana, nos Estados Unidos. E vai abordar questões como fanatismo religioso, segregação racial e interesses políticos.

Baseado nisso, o abaixo-assinado elenca 4 pontos básicos com reivindicações de mudanças ao game. Segue, abaixo, o resumo e a tradução das principais partes.

  • Mudem os vilões

Nem é tão difícil, sério. Apenas mudem eles para algo mais realista. O Islã está crescendo na América, assim como a violência de gangues em cidades interioranas. Vocês têm medo disso? Nas próprias palavras de Boltair: para aprender quem controla você, simplesmente descubra quem não está sendo criticado.

  • Alterem os tipos de vilões

Mesmo que insistam em fazer dos cristãos americanos os vilões, considerem misturar mais as raças para não focar exclusivamente em pessoas brancas. Tem diversos nacionalistas de cada tipo, raça e credo. Então acrescentem alguns negros e mexicanos.

  • Mudem o enredo

Com alguns ajustes artísticos vocês podem mudar e salvar o conceito dos personagens do enredo. Façam algo em que os vilões sejam patriotas equivocados forçados a lutar pela sua nação vs. a vontade de um governo opressor, conduzindo as pessoas a usarem sua ira contra seus vizinhos. Isso explicaria a brutalidade física e violência sexual contra seus opressores.

  • Mudem a temática para alguns mercados

Até entendo que o anti-americanismo é forte na França. E não estou dizendo para desistir dos lucros potenciais devido às queixas. Vocês não iriam querer ser confundidos com essas feministas hipócritas, certo? Mas, neste momento, para a América, o anti-americanismo não serve. Você deve pensar no seu mercado. Mudem a temática para o Canadá no jogo lançado nos EUA. Desse jeito, vocês não afastam jogadores americanos pelas ofensas. Só estamos tentando ajudá-los a ganhar mais dinheiro.

Até o momento, o abaixo-assinado conta com quase 400 assinaturas. A meta é chegar a 1000 assinantes e, então, enviar o recado diretamente para a Ubisoft. Enquanto não conhecemos o desdobramento dessa história, Far Cry 5 continua com lançamento previsto para 27 de fevereiro no PlayStation 4.