A Activison-Blizzard vai mesmo – na verdade já está fazendo – demitir uma boa parcela da sua força de trabalho. De acordo com as fontes do Kotaku, cerca de 8% dos seus funcionários serão cortados. Isso representa cerca de 800 pessoas.

Mas engana-se quem acredita que a empresa esteja passando por dificuldades financeiras ou de vendas. Muito ao contrário disso. Os gráficos indicam que 2018 foi o “ano mais lucrativo” da história da companhia, com Call of Duty: Black Ops 4 sendo o jogo mais vendido do ano (vendeu mais que BO3, por exemplo).

As demissões, segundo os executivos, é uma forma de compensar as perdas futuras. As projeções indicam que 2019 não será um ano de “vacas gordas” para companhia. Vendas do Black Ops 4 abaixo do esperado – mesmo sendo recorde -, divórcio com a Bungie, fraco desempenho da divisão Blizzard, etc. São alguns dos parâmetros.

Mas além disso, o quadro de funcionários da gigante parece estar inchado, como relata J. Allen Brack, presidente da Activision-Blizzard:

Nos últimos anos, muitas das nossas equipes não relacionadas ao desenvolvimento expandiram-se para suportar diversas necessidades. Atualmente, os níveis em algumas equipes são desproporcionais em relação ao nosso atual quadro. Isso significa que precisamos reduzir algumas áreas de nossa organização. Lamento compartilhar que nos separaremos de alguns de nossos colegas nos EUA hoje. Em nossos escritórios regionais, prevemos avaliações semelhantes, sujeitas às exigências locais.

Pelo menos fica a boa notícia de que a empresa vai compensar os demitidos com pacotes de indenizações. Até os bônus de “Participações nos Lucros” serão distribuídos.