Monster Hunter World é mais um game a se afastar do karma das microtransações. O produtor do jogo, Ryozo Tsujimoto, afirmou que esse tipo de estratégia “não faz sentido” para o título da Capcom.

Depois da polêmica com loot boxes e microtransações em games no ano passado, várias empresas estão adotando posturas diferenciadas quanto a adoção de “extras” pagos com dinheiro do mundo real que favorecem o desempenho do jogador dentro do game.

Monster Hunter World é baseado na cooperação entre jogadores, e não na competitividade entre eles. Segundo Tsujimoto a aquisição de “vantagens” quebraria o espírito de equipe e comprometeria a experiência de caçar os monstros do universo do jogo:

A ideia [de Monster Hunter World] é que haja uma harmonia entre os jogadores se desenrolando e que todos se devem bem juntos. Se você sente que alguém não merece [os equipamentos] que possui, ou que conseguiu um equipamento só por que pagou por ele enquanto você trabalhou para ter o seu, isso cria atrito entre os jogadores.

Para Tsujimoto, não faz sentido que um jogo cooperativo seja pay-to-win. Em Monster Hunter World, as equipes devem aprender a derrotar os monstros usando estratégias e intuição, mas não necessariamente por terem um equipamento mais poderoso.

O produtor não gostaria que os jogadores superassem os desafios dentro do game simplesmente pagando por armas mais fortes. Tsujimoto acredita que esse tipo de estratégia quebra o fluxo do gameplay e tira do jogador a recompensa por superar obstáculos sem o “empurrãozinho” do dinheiro.

A Capcom sequer tem planos para a inserção de loot boxes gratuitas com prêmios randômicos que interfiram no desempenho do jogador. O game, no entanto, teria recompensas que seriam apenas cosméticas e que adicionariam um pouco mais de diversão.

Monster Hunter World será lançado em 26 de janeiro. Uma terceira fase beta aberta será iniciada no dia 18 de janeiro para os interessados. Saiba todos os detalhes aqui.