Battlefield V está dando o que falar, por uma série de motivos. Além do empolgante trailer revelado na última semana, o game está gerando discussões nas redes sociais por conta da possibilidade de se jogar com personagens femininas em plena Segunda Guerra Mundial, além do destaque para uma mulher na capa do jogo.

Pouco tempo após o anúncio e as primeiras revelações sobre Battlefield V, alguns fãs mais exaltados resolveram expor suas indignações mais incisivamente através da hashgtag #NotMyBattlefield (“não é meu Battlefield”) no Twitter. A maior parte das reclamações envolve uma suposta falta de comprometimento com a fidelidade história do conflito.

Com todo este rebuliço, Oskar Gabrielson, diretor geral da DICE, também resolveu usar o Twitter (via GameSpot) para expor seu posicionamento com relação à polêmica.

Ele expõe sua opinião no mesmo tom:

“Primeiramente, deixem-me esclarecer uma coisa. Decisões dos jogadores e personagens jogáveis femininos estão aqui para ficar”.

A declaração de Gabrielson prosseguiu em um tópico de tweets seguidos.

“Queremos que Battlefield V represente todos aqueles que foram parte do maior drama da história humana e dar aos jogadores a escolha de poder customizar os personagens com os quais eles desejam jogar”.

“Nosso comprometimento como um estúdio e fazer tudo que pudermos para criar jogos que são inclusivos e diversos. Nós sempre partimos do pressuposto de ultrapassar barreiras para oferecer experiências inesperadas. Mas acima de tudo, nossos jogos precisam ser divertidos!”

“O universo de Battlefield sempre foi sobre jogar como você quisesse. Como tentar colocar três jogadores montando um cavalo e armados com lança chamas. Em BFV você também tem a chance de jogar como quiser. Este é “o Battlefield de todos”.

Mulheres na Segunda Guerra?

"Personagens femininas vieram para ficar" em Battlefield V, diz DICE 1
Fonte: divulgação.

Battlefield sempre buscou contar histórias de ficção inseridas em um contexto histórico verdadeiro ou inspiradas em fatos. Ainda que Gabrielson tenha alegado que mulheres estariam no jogo por questões de inclusão, muitas delas atuaram efetivamente na Segunda Guerra Mundial, não somente como enfermeiras ou membros das comunicações, mas também como parte de forças militares em pleno campo de batalha.

A mais conhecida acabou sendo Lyudmila Pavlichenko, uma franco-atiradora soviética que chegou a matar mais de 300 soldados durante o conflito. Pavlichenko é creditada como a melhor atiradora de precisão da história. As pilotos de caça Nadezhda Popova, Lydia Litvyak e Yekaterina Budanova também são lembradas por suas façanhas. Litvyak é lembrada como a “rosa de Stalingrado” por ter alcançado a marca de 12 vitórias nos ares.

Você pode conferir mais nomes notáveis neste outro tópico do Twitter que também discute a polêmica de Battlefield V:

Além das russas, mulheres também formaram forças paramilitares de resistência na Itália, Polônia e França. A resistência feminina francesa foi um dos pontos que fizeram com que a equipe de desenvolvimento de Call of Duty WWII também apostasse na presença delas no game lançado no ano passado.

Battlefield chega ao PlayStation 4 em 19 de outubro. O jogo já está em pré-venda na PS Store por R$ 209.