A pré-venda de Battlefield V não está alcançando os resultados esperados pela EA e pela DICE. A análise de uma especialista do Wall Street Journal sugere que o possível fracasso em vendas teria dois motivos: os comentários negativos acerca do conceito “inclusivo” do jogo e o período de lançamento escolhido.

Desde o trailer de anúncio, Battlefield V focou na presença feminina, colocando mulheres nos trailers e também na capa do jogo. Enquanto a EA alega que está se baseando nas mulheres que lutaram em resistências europeias antes da adesão dos EUA na Segunda Guerra, parte do público questiona o compromisso da EA e da DICE com “fatos”, popularizando até mesmo a hashtag #NotMyBattlefield.

A polêmica chegou a fazer com que Patrick Soderlund respondesse aos críticos de forma enfática: “Aceitem ou não comprem o jogo”. Coincidentemente, Soderlund, que era o chefe de design da EA, deixou a empresa nesta semana depois de quase 20 anos. Não se sabe até que ponto o “incômodo” com a inclusão pode ter afetado, de fato, as vendas do game.

O outro motivo que atrapalharia o desempenho de Battlefield V seria sua data de lançamento. O jogo será lançado em 19 de outubro, muito próximo de Call of Duty Black Ops 4 (12/10) e do aguardadíssimo Red Dead Redemption 2 (26/10). Um interesse maior do público nestes dois concorrentes seria a grande pedra no sapato de Battlefield V.

Um fator que não foi levantado pela matéria pode ser a desconfiança do consumidor com a EA após a grande polêmica com as loot boxes e métodos de monetização agressivos aplicados em Battlefront II. A empresa já esclareceu que “os erros não irão se repetir” em Battlefield V.