Assassin’s Creed sempre trouxe tramas que mesclavam o passado e o presente. Um personagem, vivendo nos dias atuais, conseguia vivenciar histórias de seus antepassados através de “memórias genéticas” e da tecnologia.

A parte dos dias atuais sempre acabava um pouco ofuscada pelas aventuras em períodos históricos memoráveis, mas era como se tivéssemos duas linhas do tempo em um mesmo game.

Mas você já imaginou um Assassin’s Creed em que fosse possível fazer várias viagens no tempo, visitando diversos períodos históricos diferentes? Essa é uma ideia que a Ubisoft pretende colocar em prática em breve, como contou Lionel Raynaud, vice-presidente executivo da empresa.

Segundo o VP, um jogo com várias linhas do tempo diferentes, em que o jogador pudesse alternar entre elas, seria possível com um sistema de “serviços” em que o jogo seria atualizado após o lançamento, com a adição de novos conteúdos. Isso poderia se estender, inclusive, a outras franquias, como Far Cry ou Watch Dogs, com cenários em várias cidades e países.

“Poderíamos ter – no mesmo mundo – vários períodos históricos em Assassin’s Creed, e usar o Animus para viajar entre um e outro. Ou ter áreas diferentes do mundo unidas por sistemas de viagem rápida, permitindo que um Far Cry ou Watch Dogs se passe em países diferentes em uma mesma experiência”.

Raynaud acredita que a tendência é que cada vez mais jogos se tornem serviços ou recebam grandes quantidades de conteúdos pós-lançamento, aumentando sua vida útil:

“Nós temos maiores períodos pós-lançamento, vidas úteis maiores para cada um dos nossos jogos. Mesmo os orientados para experiências ‘solo’, como os e ação e aventura, possuem um pós-lançamento forte, e as pessoas passam cada vez mais tempo em nossos mundos”.

O executivo destaca que esse tipo de evolução, apesar de iminente, ainda depende de avanços tecnológicos:

“Veremos um futuro em que um jogo irá durar mais e novas experiências chegarão, mas teremos tecnologia que irá quebrar os atuais limites de memória, por exemplo”.

Recentemente, outro executivo da Ubisoft destacou algo que pode estar ligado a este posicionamento de Lionel Raynaud. Yves Guillemot, o CEO da empresa, acredita que os consoles, como conhecemos hoje, estão com os dias contados. Ele acredita que os aparelhos serão substutídos por serviços baseados em streaming, como temos para músicas e séries atualmente, com Spotify ou Netflix. O CEO da Ubi acredita que isto pode acontecer em um futuro próximo, já que grandes avanços em tecnologia poderiam permitir que jogos sejam desfrutados sem nenhum tipo de atraso ou amarras de hardware.