Jim Ryan, o CEO da PlayStation, compartilhou detalhes sobre como a divisão de videogames precisou mudar a infra-estrutura para a produção do PS5. Em entrevista ao Games Industry, Ryan disse que a companhia precisou se globalizar para garantir um processo mais otimizado em comparação com os consoles anteriores.

O executivo explicou que possui planos ousados para a nova plataforma, como jogos que podem fazer o console “ser um sucesso ou um fracasso”. Além disso, a Sony deseja trazer toda a comunidade do PS4 em uma transição aceitável para o PS5. Para o sucesso dessas tarefas, Ryan disse que as mudanças internas eram necessárias.

Nós precisávamos aproveitar as oportunidades que a globalização traz para cumprir nossos objetivos. Por exemplo, na produção do PS5, na definição das funcionalidades, no desenvolvimento e na implementação. O processo foi otimizado como nunca antes visto. Agora, os planejadores de produto estão tendo apenas uma conversa em vez de três. O processo anterior exigia reconciliar posições conflitantes até chegar num consenso. Isso não acontece mais. Temos agora uma conversa e fazemos as coisas.

Quando Ryan cita “as três conversas diferentes”, ele se referiu às três subdivisões da PlayStation que atuaram em diferentes territórios (US, Europa e Japão) ao longo dos 25 anos da história. Embora este modelo tenha sido um método que auxilou na consolidação da Sony em todo o mundo, era uma forma ineficiente e complicada.

As mudanças na infra-estrutura começaram há dois anos e a empresa tem investido nas operações em uma organização global em San Mateo (California). As alterações na forma que estão acontecendo os procedimentos vão favorecer, principalmente, os jogadores na transição para o PlayStation 5.

Mudanças além do PS5

Ryan disse que as transformações não aconteceram apenas no PS5, mas também em como a Sony faz os negócios. A área do marketing, por exemplo, também se globalizou na produção de campanhas únicas, mas que reconhecem a importância de culturas regionais.

A primeira campanha global foi Marvel’s Spider-Man – e os números deram resultando, torando o título o exclusivo mais vendido. Toda a ação foi executada uma única vez, contrária ao modelo antigo de três conteúdos diferentes.

Contudo, isso não significa uma generalização de marketing no mundo. Ryan explicou que as campanhas tem um planejamento global, mas “execuções regionais”. Esse procedimento contribui para a comunidade gamer e traz uma abordagem mais lógica.

A execução regional da Europa mostra FIFA; nos Estados Unidos, Fortnite é o destaque e, no Japão, quem aparece é Final Fantasy VII. É uma única campanha, feita somente uma vez, mas tem variações para lugares específicos.

Ryan finalizou o tópico da globalização ao destacar que “a globalização da Sony não significa americanização”. Para o presidente, a mudança é necessária e deve acompanhar a evolução dos jogos porque os tempos oferecem novos métodos.