Os videogames voltaram a ser um assunto discutido dentro da política. O mais novo caso que trouxe a correlação entre jogos eletrônicos e violência foi o tiroteio ocorrido em El Passo, Texas, que ceifou 20 vidas no último sábado. O governador do estado atribuiu a culpa aos videogames e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a declaração.

Dan Patrick, o governador do Texas, disse que o estado sempre teve armas e “também maldade”, mas a grande diferença encontra-se numa “indústria de videogames que ensina a matar”. O político declara a intenção do atirador como “querer ser um super soldado no seu Call of Duty”.

Donald Trump concedeu declarações à imprensa após um novo incidente no domingo, em Dayton, Ohio. O presidente apelou para um país unido, livre de racismo e supremacia branca, dizendo “não ter espaço para ódio na América”. Ele clamou pela necessidade de parar com a glorificação da violência na sociedade norte-americana, uma característica herdada através dos videogames.

Precisamos parar de exaltar a violência em nossa sociedade e isso inclui os horríveis e infelizes games brutais, o que são comuns em nosso meio. É muito fácil os jovens estarem rodeados desta cultura agressiva e é uma urgência lidar com isso. Doenças mentais e ódio puxam o gatilho, não a arma.

ESA responde o caso

A Entertainment Software Association, órgão responsável pelos videogames, comentou sobre caso e disse não haver nenhuma relação científica entre a violência e os jogos.

De acordo com a organização, os videogames contribuem positivamente para a sociedade, desde novos métodos terapêuticos até ferramentas de educação e inovação no mercado. Além disso, é sempre incentivado que os pais tenham conhecimento da classificação etária para orientação dos filhos.

Conforme compartilhamos com a Casa Branca em março de 2018, numerosos estudos científicos não apontam conexão entre a violência e os videogames. Mais de 165 milhões de americanos jogam e bilhões em todo mundo também. Em outros lugares, onde o entretenimento é ainda mais popular, o nível de violência não é registrado como é nos Estados Unidos da América.