Anaheim (CA) – Sabe aquele trailer de Detroit: Become Human da Paris Game Week que causou uma polêmica danada, a ponto de despertar em pessoas mais conservadoras a vontade de banir o jogo? Pois é, aqui na PlayStation Experience foi possível jogar a missão que vimos no vídeo. Nós, claro, corremos para aproveitar a oportunidade. Só que o final não foi bem o esperado…

Se na demonstração da E3, que também estava disponível na BGS, a fase era quase um point and click e com uma tarefa simples, com um caminho básico a seguir (apesar, sim, das muitas variações), essa não. Quando você assume o papel de Kara, as coisas acabam mudando de figura. Afinal, a cena trata de violência doméstica, alcoolismo e pode até ter bastante ação dependendo de suas decisões.

No trailer, vemos um dos possíveis finais, em que a garotinha mata o próprio pai. Mas ele está longe de ser o único. Enquanto estava esperando para jogar, obviamente acabei vendo um pouquinho de um outro jornalista antes de mim. E ele conseguiu um outro final, com uma série de decisões diferentes, saiu da casa ileso com Kara e a menininha.

Então, quando foi a minha vez, quis fazer algo diferente. As primeiras ações são básicas, não há muito o que mudar. Mas logo quando tive uma oportunidade, fiz algo não convencional. Deu certo, e todas as cenas que fui assistindo foram bem diferentes do que havia visto anteriormente, tanto no trailer quanto no gameplay do jornalista.

Não vou dar spoilers, mas por causa das minhas decisões, Todd (pai da garotinha) começa a agredir Kara. E foi aí que o jogo chamou ainda mais a minha atenção. Há um combate frenético entre eles, em que você tem que pressionar botões, mexer o analógico, deslizar dedo no touchpad e até mover o controle inteiro. Cada ação gera um movimento de Kara.

Se você fizer tudo corretamente, ganhe o combate. Se errar algumas vezes, pode até se recuperar. Mas se chegar no final e errar no último, meu amigo, você vai ter um final bem diferente do que estava esperando. Foi o meu caso. E, ao fim da missão, você consegue ver uma espécie de “árvore de finais”, em que aparece seu resultado e quantas ramificações diferentes dele haviam.

É um misto de sensações incrível. A última cena do meu gameplay foi impactante demais. E todos os cerca de 10 minutos em que fiquei jogando, não tirei os olhos da tela, estava totalmente conectado à história e pensando no que fazer. Envolvido na história, vidrado nos detalhes de exploração, impressionado com a jogabilidade e não vendo a hora de ter esse jogo completo.

Detroit: Become Human pode não ser o jogo de maior nome que vai ser lançado em 2018, quando teremos, por exemplo, God of War, mas é, sem dúvidas, o game que eu estou mais ansioso para jogar. Desvendar a história, refazer essas cenas diversas vezes para visualizar o que é possível alterar e, claro, também refletir sobre muitos temas polêmicos que prometem ser abordados.