Testamos! Sniper Elite 4 chegará em breve, mas já temos uma prévia; veja

A convite da Sony Music, experimentamos um pouco de Sniper Elite 4 onde pudemos ter um vislumbre do que será oferecido aos jogadores em 14 de fevereiro, data de lançamento do game.

Os testes ocorreram em uma versão quase completa do título e é pouco provável que mudanças drásticas ocorram na edição final. As primeiras impressões foram muito interessantes, deixando expectativas agradáveis para o que está por vir.

No jogo, assumimos o papel de Karl Fairburne, um atirador de elite das forças especiais norte-americanas. Em 1943, Fairburne se juntou às forças de resistências italianas na luta contra o fascismo e a ocupação alemã na região. Além disso, o militar deve impedir que o Eixo desenvolva uma super-arma e, de quebra, assassinar Adolf Hitler e colocar um ponto final no conflito. Mais um dia normal na vida de um super-soldado.

Logo no início, a primeira grande novidade do jogo fica evidente. Ele é muito mais amplo e diversificado que os anteriores. A mudança impacta diretamente em como os jogadores terão a experiência. Se antes os níveis eram mais lineares e com objetivos muito bem definidos, obrigando os jogadores a seguirem uma rota pré-determinada, agora o jogador pode jogar quase como quiser.

Após tutoriais iniciais, com alguns comandos simples, os objetivos da missão são apresentados e o controle é transferido ao player. Simples e sem muita enrolação.

É aí que a liberdade e a sensação de sandbox se faz presente. As missões podem ser executadas de variadas maneiras: em total furtividade, se esgueirando por matagais, deixando poucos rastros; no estilo Rambo de ser – atirando em tudo o que se vê pela frente ou, quem sabe, fazendo uma mescla entre os estilos.

Na primeira missão jogada, os objetivos primários eram: destruir as máquinas de comunicação do inimigo, executar quatro oficiais germânicos, investigar o local e fugir de barco. Parece simples, mas não é.

O mapa é relativamente grande, obrigando-nos a traçar uma estratégia inicial de abordagem. A princípio, subir em uma torre mais alta, marcar os inimigos com o binóculo, identificar alvos e locais e só então agir seria uma boa ideia.

Um Tiro. Uma Morte.

Inimigo na mira, respiração presa, primeiro e mortal disparo. A visão de câmera lenta dá o tom e causa boa sensação. Pode parecer sádico, mas é gratificante eliminar um inimigo a longa distância.

Mas houve um erro na estratégia.

O momento do disparo não foi o adequado. Os inimigos foram alertados com o barulho e já começam a rastrear o invasor.

Após alguns minutos tentando encontrar o erro, uma luz vem, literalmente, do céu. Aviões passam a todo instante pela península e eles fazem barulho, obviamente. Neles, é possível identificar uma espécie de marcação de ruído. Quando este estiver no mais alto possível, é o momento certo para o disparo.

Como o plano “A” falhou, tem-se a opção de procurar uma outra posição de tiro e esperar que os inimigos se cansem da varredura. Ou sacar uma Thompson e partir logo para confronto de infantaria.

Escolhas e Consequências.

Escolhendo a segunda opção, muitos inimigos aparecem e o jogo se transmuta para um TPS, mostrando uma outra vertente interessante. Ali, granadas, explosivos e eliminação corpo a corpo podem ser usados. Mas os combates se tornam bem mais complicados e os objetivos da missão ficam suspensos – sobreviver se torna mais importante.

Porém, é outro ponto que chama a atenção. A possibilidade de experimentar um jogo de diversas maneiras faz com que a experiência seja mais aprofundada e imersiva. Afinal, nem sempre a missão corre conforme planejado.

Algo a se considerar, também, são os cenários. Na missão jogada, o local era relativamente grande, sendo necessário subir por planícies, investigar pequenos vilarejos, passar por celeiros e mais. Uma missão como esta leva, seguramente, mais de 40 minutos para ser finalizada.

Dentro da missão, pode-se atirar em barris explosivos, explodir automóveis, derrubar andaimes nas cabeças alemãs, executar sorrateiramente, coletar itens dos corpos, etc. São boas variações.

Os menus de acesso também são efetivos e funcionais, ideais para os momentos onde é necessário sacar rapidamente uma pistola, usar kits médicos e executar outros comandos. A única ausência ficou por conta da falta de um comando para rolar o personagem, assim como em Uncharted 4. Por vezes, em tiroteios, fica complicado fugir, já que Fairburne conta com barra de estamina, cansando-se rapidamente.

Quanto ao visual, houve uma substancial melhora em comparação aos anteriores, até porque aqueles eram da geração anterior. Mesmo assim, os gráficos não impressionam tanto.

Com quase três horas de jogatina, ficaram boas expectativas para o produto final. O salto em relação aos jogos passados mostra que a Rebellion Developments trabalhou com muito cuidado no game.

Um ponto positivo fica por conta da versão brasileira. Ela virá totalmente localizada em nosso idioma e contará ainda com a missão em que deve-se matar o ditador nazista.